sexta-feira, 27 fevereiro 2026

Justiça aumenta para 16 anos pena de Paulo Odilon por feminicídio em Imbituba

Decisão da 2ª Câmara Criminal do TJSC atende recurso do MPSC e mantém perda do cargo público.
Foto: Divulgação

A Justiça de Santa Catarina decidiu aumentar de 12 para 16 anos de prisão, em regime fechado, a pena de Paulo Odilon Xisto Filho, condenado pelo feminicídio de Isadora Viana Costa, ocorrido em 8 de maio de 2018, em Imbituba. O novo julgamento do recurso foi realizado nesta terça-feira (24), na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O pedido de ampliação da pena foi apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que considerou a condenação inicial insuficiente diante das circunstâncias do caso. Os desembargadores entenderam que era necessário revisar aspectos relacionados à culpabilidade e ao comportamento social do réu, o que resultou no aumento da reprimenda. A perda do cargo público também foi mantida.

O crime aconteceu na manhã de terça-feira (8), em 2018. Conforme as investigações, após uma noite de consumo de álcool e drogas, Isadora entrou em contato com a irmã do acusado pedindo ajuda, informando que ele não estava bem. A ligação teria provocado irritação.

Pouco depois, já sozinho com a vítima, o homem a agrediu. Laudos periciais apontaram que a causa da morte foi trauma abdominal grave, com rompimento de uma veia central. A hipótese de overdose, sustentada pela defesa à época, foi descartada tecnicamente.

Segundo o processo, houve demora no acionamento do socorro. Antes de chamar o serviço de emergência, o réu teria ligado para um amigo médico. Quando a equipe de atendimento chegou, a jovem estava desacordada. Ela foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu.

Durante o julgamento, testemunhas relataram que Isadora demonstrava medo do comportamento do companheiro em situações envolvendo álcool e drogas. Interceptações telefônicas também integraram o conjunto probatório apresentado pelo Ministério Público.

Em nota, a defesa informou que discorda da decisão que elevou a pena e classificou o resultado como injusto. Os advogados afirmaram que irão recorrer aos tribunais superiores para tentar reverter a decisão.

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