A Vigilância em Saúde de Imbituba realizou, na manhã de terça-feira (13), uma ação de limpeza e recolhimento do caramujo africano na região da beira-mar. A iniciativa ocorreu após a identificação de grande concentração do molusco em áreas públicas do município.
O caramujo africano (Achatina fulica) é considerado uma espécie invasora, com impactos ao meio ambiente, à agricultura e à saúde pública. Originário da África, o molusco foi introduzido de forma irregular no Brasil há décadas, inicialmente para fins comerciais, e se espalhou pelo país devido à ausência de predadores naturais.
De acordo com a Vigilância em Saúde, a infestação está presente em Imbituba desde 2004. A erradicação total da espécie é considerada inviável, por isso as ações são voltadas ao controle populacional e à redução dos riscos à população.
O molusco apresenta alta capacidade de reprodução, pois é hermafrodita, deposita centenas de ovos várias vezes ao ano e se adapta com facilidade a ambientes urbanos. Locais com umidade, restos de alimentos, entulhos e acúmulo de lixo favorecem sua proliferação.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Sandra Leal, destacou a importância da participação da comunidade no controle da espécie. “O caramujo africano já está presente no município há muitos anos, por isso o nosso trabalho é voltado ao controle. A colaboração da população é essencial, tanto no cuidado com quintais e terrenos quanto no recolhimento correto do molusco, evitando práticas que possam agravar a infestação”, afirmou.
Além das ações em áreas públicas, o órgão orienta que moradores podem realizar o recolhimento manual dos caramujos em áreas privadas, utilizando luvas ou sacos plásticos e evitando o contato direto. O material deve ser armazenado de forma adequada e encaminhado às Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam como pontos oficiais de recolhimento.
A Vigilância em Saúde também alerta para práticas inadequadas, como matar o animal no local, jogar sal, descartá-lo no lixo comum, em rios, terrenos baldios ou vias públicas, pois essas ações contribuem para a disseminação da espécie.
As equipes seguem atuando em pontos estratégicos da cidade, principalmente em áreas públicas, com o objetivo de reduzir a infestação e minimizar os impactos causados pelo caramujo africano. Em caso de dúvidas, a população pode procurar a Vigilância em Saúde ou a unidade de saúde mais próxima.
Com informação da Prefeitura de Imbituba
