A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre o homicídio de Carlos Alberto Pereira Neto, ocorrido na terça-feira (14), em Imbituba, no Sul do estado. Seis pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado, fraude processual, incêndio e organização criminosa. O inquérito, com mais de 800 páginas, foi encaminhado ao Poder Judiciário.
Conforme a apuração, criminosos armados invadiram a residência onde a vítima dormia, no bairro Alto Arroio, e efetuaram ao menos 54 disparos de arma de fogo. Carlos Alberto Pereira Neto morreu no local. A investigação aponta que o crime teria sido ordenado por uma facção criminosa atuante em Santa Catarina, em um contexto conhecido como “tribunal do crime”.
Durante o trabalho investigativo, a Polícia Civil identificou dois indivíduos responsáveis por fornecer veículos utilizados em homicídios na Grande Florianópolis. Também foi apontado um suspeito preso em flagrante no dia do crime, acusado de dar apoio à fuga, estando armado.
A investigação ainda identificou o autor que utilizou um segundo veículo de apoio, já envolvido em outro homicídio na região. Além disso, um investigado teria cedido o local para uma reunião do grupo horas antes do crime, em Imbituba.
Outro suspeito foi apontado como executor direto do homicídio e responsável por incendiar um dos veículos apreendidos. Segundo a Polícia Civil, após o crime, integrantes do grupo invadiram o pátio de uma delegacia e atearam fogo em um automóvel que havia sido utilizado na ação criminosa.
De acordo com a polícia, o objetivo do incêndio seria destruir provas e dificultar o avanço das investigações. Apesar disso, a Delegacia de Polícia Civil da Comarca de Imbituba deu continuidade às diligências e reuniu elementos para o indiciamento dos envolvidos.
A conclusão do inquérito contou com a Operação “Em Chamas”, que mobilizou mais de 85 policiais civis e militares. Durante a ação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária.
Atualmente, três investigados permanecem presos e um é considerado foragido. O inquérito foi formalmente entregue ao Judiciário, que dará sequência ao processo criminal.
